O clero de Nazaré se reuniu na manhã desta Quinta-feira Santa, 02 de abril de 2026, às 9h, na Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Nazaré da Mata-PE, para participar da Missa do Crisma, na qual acontece a renovação das promessas sacerdotais e a bênção dos santos óleos, usados nos diversos sacramentos durante todo o ano. A celebração antecede o início do Tríduo Pascal, que começa oficialmente com a Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés), na noite da própria quinta-feira.

Em suas palavras iniciais, o bispo diocesano, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, saudou e acolheu os presbíteros (do clero diocesano e também religiosos), diáconos, religiosos, religiosas, consagrados, consagradas, seminaristas, leigos e leigas, declarando que é preciso escutar a voz do Mestre que chama: “Vem e segue” (Mc 1,17), pois “cada vocação é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria”.
Dando prosseguimento, explicou o significado de uma das mais belas e densas liturgias de todo o Ano Litúrgico:
“Hoje, o presbitério diocesano circunda o seu bispo para concelebrar a Eucaristia, manifestando a comunhão íntima e sacramental que nos une no único sacerdócio de Cristo. Nesta celebração, consagramos o Santo Crisma e abençoamos os óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos, matéria sacramental que fluirá como rio de graça por todas as nossas paróquias e áreas pastorais ao longo do ano. E, de modo muito particular, hoje é o dia em que os sacerdotes renovam publicamente as promessas que fizeram no dia inesquecível da ordenação presbiteral”.

Após a homilia, foi realizado o rito de renovação das promessas sacerdotais, como um convite a reavivar o dom de Deus presente em cada presbítero. “Somos convidados a voltar o coração àquele primeiro amor que vos fez deixar tudo para seguir o Mestre. A Igreja precisa de nós. O povo de Deus precisa dos sacerdotes. Precisamos de presbíteros santos, alegres, desgastados pelo serviço do Evangelho, homens de profunda oração e de incansável caridade pastoral”, disse o prelado.
Em seguida, ocorreu a procissão com a apresentação dos óleos e do perfume, levados ao altar juntamente com o pão e o vinho para a liturgia eucarística. Por essa razão, a celebração é também denominada Missa dos Santos Óleos, momento em que se realizam a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do crisma.
“O Óleo dos Enfermos, com o qual ungiremos os corpos alquebrados pela doença e pela velhice, será consolo de Cristo para muitos que sofrem. O Óleo dos Catecúmenos fortalecerá aqueles que se preparam para o Batismo, dando-lhes a força de Cristo para renunciarem ao mal, ao egoísmo e à indiferença, que geram a miséria e a falta de moradia digna no mundo. E, por fim, consagraremos o Santo Crisma, óleo perfumado que nos recorda que somos um povo sacerdotal, profético e régio, chamado a exalar a santidade em todos os ambientes da sociedade”, detalhou Dom Lucena.






Em suas últimas colocações, o bispo diocesano, com afeto de pastor, pediu a todos os fiéis que rezassem pelos padres. “Sustentem os vossos sacerdotes com a vossa oração constante, com o vosso perdão para com as nossas fragilidades e com a vossa colaboração ativa na missão evangelizadora. O sacerdócio ministerial só tem sentido no serviço ao sacerdócio comum de todos os fiéis. Somos todos pedras vivas do edifício espiritual, cuja pedra angular é Cristo”.







